Justiça nega recurso e afirma que goleiro Bruno deve ir para a cadeia

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A Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro rejeitou, nessa segunda-feira (23/3), um recurso da defesa do goleiro Bruno Fernandes e manteve a decisão que determinou o retorno dele à prisão, em regime semiaberto. Na decisão, o juiz Rafael Estrela Nóbrega afirmou que não há omissão, obscuridade ou contradição no ato anterior e que o regime semiaberto, no Rio, é cumprido em estabelecimento prisional, salvo autorização específica para trabalho fora da unidade.

O juiz destacou que a decisão anterior já estava devidamente fundamentada e que eventuais discordâncias da defesa devem ser discutidas por meio do recurso adequado, e não por embargos de declaração. Com isso, os embargos foram rejeitados e a determinação de que o ex-jogador volte a cumprir pena no semiaberto foi integralmente mantida. 

Bruno está foragido desde 5 de março, quando a Justiça do Rio revogou a liberdade e expediu mandado de prisão contra ele. Segundo as decisões já proferidas, a regressão de regime foi motivada pelo descumprimento de condições do livramento condicional, entre elas deixar o estado sem autorização e atuar por um clube de futebol fora do Rio.

O Ministério Público defendeu o retorno do goleiro ao regime fechado, sob o argumento de que ele descumpriu diversas determinações impostas pela Justiça. Entre elas está o recolhimento noturno. Bruno disputou uma partida pelo Vasco da Gama do Acre à noite e, dias antes, publicou nas redes sociais que esteve no Estádio do Maracanã para assistir a um jogo do Flamengo, com uma cerveja na mão. O juiz, contudo, decidiu apenas revogar a liberdade condicional, sem determinar o retorno ao regime fechado. Enquanto é procurado pela polícia, Bruno apagou as redes sociais, onde divulgava diariamente o “Jogo do Tigrinho” em uma plataforma que não era regulamentada.

No dia 10 de março, o Tribunal de Justiça do Rio informou que o ex-goleiro é considerado foragido por não ter se apresentado após a ordem de prisão. Em 12 de março, a Polícia Civil do Rio divulgou um cartaz com a foto dele na lista de procurados e pediu apoio da população com denúncias que ajudem na localização. “Condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado, ele teria viajado ao Acre no dia 15 de fevereiro, sem autorização judicial, para jogar pelo Vasco-AC. Pelas regras impostas pela Justiça, Bruno estava proibido de deixar o estado do Rio de Janeiro. Diante do descumprimento, o benefício foi revogado e a Justiça determinou seu retorno ao regime semiaberto”, explicou a polícia. Procurada, a advogada Mariana Migliorini, que defende o goleiro, disse que não vai se manifestar.

Fonte: O Tempo