Operação Última Ordem: PCRJ cumpre mandado de prisão em desfavor do “General”, principal liderança do Comando Vermelho
Na manhã desta terça-feira (07), a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais realizou uma grande operação em combate ao crime organizado.
A ação denominada “Última Ordem” foi realizada em conjunto entre PCMG, PMMG e PCRJ.
A operação teve como objetivo o cumprimento de 89 medidas cautelares expedidas judicialmente: 50 mandados de busca e apreensão e 39 mandados de prisão preventiva.
As ações ocorreram em Nanuque/MG, Teófilo Otoni/MG, Belo Horizonte/MG e Rio de Janeiro/RJ, com foco em integrantes do Comando Vermelho (CV), organização criminosa de envergadura nacional com ramificações na Rua Ubá e entorno (“brega”) em Nanuque/MG e na Vila Kennedy/RJ.
A operação contou com a mobilização de mais de uma centena de policiais civis e militares, 40 viaturas e uma equipe do Canil da PMMG. Houve apoio operacional da 34ª DP (Bangu/RJ) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro
Resultados Operacionais:
● 31 pessoas presas (número consolidado; ajuste conforme dados finais)
● 2 prisões em flagrante por tráfico ilícito de drogas
● 1 prisão em flagrante por crime de moeda falsa
● 2 TCO´s por uso de drogas
● 26 indivíduos já recolhidos em presídio, com conversão para prisão preventiva.
● Destaque:
Cumprimento de mandado de prisão preventiva em desfavor de um dos principais lideres do CV; Daniel Augusto Cypriano, vulgo “GENERAL”, custodiado no Complexo de Gericinó/RJ, com diligência da 34ª DP, Polícia Penal e sistema SISPEN.
Apreensões:
● 100 buchas de maconha.
● 100 pedras de crack.
● 2 tabletes de maconha
● 3 papelotes de cocaína.
● Diversos cadernos de anotações de tráfico.
● Aparelhos celulares.
As investigações, conduzidas pela PC/MG e integradas à PC/RJ, revelaram estrutura hierarquizada do CV: divisão funcional em logística, finanças, braço armado e distribuição de drogas, com uso de violência extrema (homicídios), cooptação de mulheres e adolescentes, análise telemática autorizada e imóveis estratégicos.
O líder da organização criminosa conhecido por “GENERAL” mantinha controle remoto das operações, inclusive ordenando execuções. O nome “ÚLTIMA ORDEM” simboliza o fim de sua autoridade, com prisões em diversos níveis hierárquicos.

